Documentário K-Lendárias apresenta sonhos profissionais de transexuais e travestis

Produzido pela CAIS (Centro de Apoio e Inclusão Social de Travestis e Transexuais), com apoio da Ponte Jornalismo, o filme faz parte de projeto que luta por inserção no mercado de trabalho de pessoas desse grupo social

“A gente é muito limitada a sonhar em relação a emprego, é condicionada a alguns empregos que são sugeridos para o meio trans.” A fala resume bem os obstáculos que a comunidade trans enfrenta para ter um trabalho, uma profissão. Além de rejeitados pelo gênero, tentam limitar-lhe os sonhos. A autora da frase é Lindsay Lohan, mulher trans, e uma das personagens do documentário “K-Lendárias”, lançado em São Paulo, neste domingo, 29 de janeiro, Dia da Visibilidade Trans.

Produzido pela CAIS – Centro de Apoio e Inclusão Social de Travestis e Transexuais, com apoio da Ponte Jornalismo, o filme apresenta os sonhos profissionais de quatro mulheres trans, quatro homens trans e quatro travestis, enquanto eles se preparam para serem fotografados trajando roupas que representam a profissão desejada. E as profissões vão muito além dos limites que Lohan apresentou.

O documentário faz parte do projeto K-Lendárias – Sou trans quero dignidade e emprego, que visa mostrar a necessidade abrir o mercado de trabalho e  dar oportunidades de estudos para pessoas trans. Além do filme, a CAIS produziu um calendário 2017 com fotos das 12 personagens e que também estão expostas em tamanho real, no hall da Galeria Olido, Centro de São Paulo.

Renata Peron, presidente da CAIS, diz que pretende levar a exposição e o documentário para outros espaços para apresentar o problema para a sociedade. “Uma pessoa trans pode exercer qualquer profissão, não o faz por preconceito, por falta de oportunidades. Eu não gostaria de falar de cotas, mas se esse for o começo de uma solução, acho o debate importante”, diz

Jacque – Juíza de Direito:
Simmy – Jornalista:

Produzido por Renata Peron, o documentário é dirigido por Claudia Belfort e Isa Meneghini, tem na direção de fotografia Chico Alencar e Caio Palazzo. As fotos são de Daniel Arroyo.

Emerson, um dos personagens do calendário que também faz parte do projeto. Foto: Divulgação

 

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