PCC promete acertar contas com assassinos de fundador da Mancha Verde

Promotores acreditam que facção não teve envolvimento na morte do torcedor e não gostou de ver seu nome relacionado ao crime

O PCC (Primeiro Comando da Capital) promete “acertar contas” com os assassinos de Moacir Bianchi, 48 anos, fundador da Mancha Verde, principal torcida organizada do Palmeiras.
Bianchi foi executado com 22 tiros na madrugada do último dia 2. Ele estava em seu carro, aguardando a abertura do semáforo na avenida Presidente Wilson, Ipiranga, zona sul, quando um atirador desceu de um veículo que vinha logo atrás e efetuou os disparos.

Segundo o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) de Presidente Prudente, o serviço de inteligência do Ministério Público Estadual tem informações indicando que o PCC não mandou matar Bianchi.

Um promotor de justiça disse à Ponte que foi captado um “salve” (recado) de integrantes do PCC reclamando que a facção não tem qualquer participação na morte de Bianchi e, mesmo assim, teve o nome da organização indevidamente envolvido no crime.

“Nós interceptamos esse salve. Tudo leva a crer que o PCC não mandou matar o fundador da torcida organizada. Pode até ser que os assassinos sejam integrantes da facção, mas devem ter agido por conta própria, sem consultar o grupo criminoso”, afirmou o promotor.

O promotor explicou ainda que, com base no salve interceptado, os integrantes do PCC vão cobrar explicações dos assassinos de Bianchi, tanto nas ruas quanto atrás das grades, caso sejam presos: “O PCC não gostou de ter o nome da facção envolvido nesse crime. E isso porque não quer que alguns de seus principais líderes, isolados no RDD (Regime Disciplinar Diferenciado), sejam ainda mais punidos”.

Moacir Bianchi: “Eu vivi intensamente”

Atualização em 11/3, às 14h – A primeira versão informava erroneamente o nome de Marcelo Johny Maciel como sendo suspeito do crime. A informação incorreta foi inicialmente passada pela Polícia Civil e depois desmentida. Saiba mais

Três dias antes de ser assassinado, Bianchi apareceu em um vídeo, obtido pelo jornalista Leandro Calixto e divulgado com exclusividade pelo Jornal da Record. Na gravação, ele diz que gostaria que fosse cremado e que ninguém chorasse pela sua morte, pois teria vivido intensamente.

No dia seguinte ao assassinato, a torcida organizada Mancha Alviverde, que sucedeu a Mancha Verde, fundada por Bianchi, decidiu suspender suas atividades por tempo indeterminado.

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