Violência sexual, castigos físicos e preconceito na Faculdade de Medicina da USP

Na série de reportagens que tem início nesta terça-feira (11/11), a Ponte aborda denúncias de violações ocorridas numa das faculdades mais respeitadas do país. Abusos são sistemáticos e naturalizados

Por Igor Ojeda e Tatiana Merlino

Fachada da Faculdade de Medicina da USP
Fachada da Faculdade de Medicina da USP | Foto: Divulgação

Muitas das garotas têm menos de 20 anos. A maior parte delas é branca, de família de classe A ou B. Estão felizes por realizar um sonho. Apreensivas pelos desafios que enfrentarão nos anos seguintes. Assustadas com o novo ambiente e os rostos desconhecidos.

São reunidas em círculo. Em volta, outro círculo, de garotos igualmente brancos, igualmente nascidos em famílias ricas ou de classe média alta. Mas são mais velhos. Intimidadores. Ordenam que todas gritem “bu”. Elas obedecem:

– Bu! Bu! Bu! Bu! Bu! Bu!

Um coro alto de vozes masculinas, a dos garotos em volta das garotas, abafa as vozes femininas e ressoa pelo ambiente:

– Buceta! Buceta! Buceta eu como a seco! No cu eu passo cuspe! Medicina é só na USP!

É assim que calouras da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) são recepcionadas em seu primeiro dia dessa nova fase da vida. Todos os anos. É uma das muitas tradições da faculdade de ciências médicas considerada a melhor do país. “De elite.” Para as mulheres, no entanto, grande parte dessas tradições se traduz em opressão permanente, que traz como consequência extrema casos graves de abusos sexuais, incluindo estupros, no interior do ambiente universitário. Casos sobre os quais recai um pesado manto de silêncio que impede que se tome providências a respeito. É fundamental que se preserve o bom nome da instituição.

Ou melhor: das instituições, no plural. Pois a FMUSP abriga entidades tão tradicionais que elas próprias parecem ser autossuficientes. É o caso da Associação Atlética Acadêmica Oswaldo Cruz (AAAOC), ou simplesmente Atlética, e do Show Medicina, que reúne alunos para uma apresentação teatral anual e que recentemente virou notícia quando estudantes que dele fazem parte pintaram um anúncio de sua 72ª edição sobre um grafite na avenida Rebouças, em São Paulo.

Violências sexuais, trotes violentos, castigos físicos, humilhações, machismo, racismo e discriminação social. A Ponte reuniu inúmeras denúncias de violações sistemáticas aos direitos humanos ocorridas nessas instituições, quando não incentivadas ou promovidas por elas. Comumente varridos para debaixo do tapete, tais abusos passam atualmente por uma inédita publicização, fruto da luta das vítimas e de coletivos de direitos humanos da faculdade. Tanto que hoje são alvos de investigação por parte do Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) e objetos de uma histórica comissão interna formada por professores com o objetivo de apurá-los. As denúncias também chegaram à Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de São Paulo, presidida pelo deputado Adriano Diogo (PT), que realizará uma audiência pública sobre o tema nesta terça, 11/11.

Com esta reportagem, a Ponte dá início a uma série especial sobre o assunto. Tradição, hierarquia, segredo, ritualismo, elitismo, regras rígidas e punições são as palavras-chave. Os relatos são impactantes.

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Abusos sexuais: a naturalização

Na segunda-feira à tarde da semana de recepção aos calouros, acontece o primeiro evento do ano no clube da Atlética, no bairro paulistano de Pinheiros. É a “Espumada”. Os estudantes de Medicina festejam com churrasco e bebidas o início do novo semestre. Numa quadra poliesportiva, é formada uma espécie de piscina cheia de espuma, que chega a cobrir a cabeça dos presentes. Garotas e garotos que lá entram mal veem um ao outro. Mas são elas as mais vulneráveis. Mãos masculinas anônimas apalpam tudo que encontram pela frente: seios, bundas, vaginas. “A caloura não sabe como é a festa. Qualquer menina que entra na espuma perde o controle sobre o corpo. É mão de todo lado, sem você saber quem é. O menino te agarra, te beija. E se você tenta fazer algo, a resposta é que se você está na espuma é porque quer, está lá para isso. Rola uma pressão. Se está lá é porque está topando qualquer negócio”, relata uma das alunas, que não quis se identificar. “Os veteranos abusam do poder que têm sobre as meninas, que estão vulneráveis, não sabem o que está acontecendo. Muitas ficam bêbadas. Abusam mesmo delas.”

“Muitos veteranos usam o fato de você estar numa situação vulnerável e forçam o beijo, o sexo. Às vezes a menina está desmaiada e ele tira a roupa dela.”

Segundo a estudante Marina Pikman, do coletivo feminista Geni, formado no final de 2013 dentro da FMUSP, é comum que as alunas reclamem do constrangimento a que são submetidas logo quando chegam à faculdade. “Há muita ênfase na hierarquia, em tirar a identidade do calouro, falar: ‘você não sabe de nada, esquece toda a sua vida pregressa que e a gente vai te ensinar’. Com as mulheres, isso acontece de forma machista, os veteranos acham que têm livre acesso às calouras”, diz.

Ana Luísa Cunha, também integrante do Geni, lembra que quando o grupo foi fundado começaram a chegar vários relatos de abusos sofridos na semana de recepção. “Você chega e não sabe o que vai acontecer. Quer se enturmar, está na euforia e os caras se aproveitam, muitos veteranos usam o fato de você estar numa situação vulnerável e forçam o beijo, o sexo. Às vezes a menina está desmaiada e ele tira a roupa dela”, conta.

Mas os casos de abusos não ocorrem apenas na primeira semana ou na “Espumada”. Há relatos de violências sexuais em outras festas, tanto promovidas pelo Centro Acadêmico Oswaldo Cruz (Caoc), como as cervejadas, quanto pela mesma Atlética, a exemplo das tradicionalíssimas “Carecas no Bosque” e “Fantasias no Bosque”, realizadas uma em cada semestre. De acordo com o Geni, são pelo menos 8 casos de assédios graves nos últimos 3 anos. Marina avalia, no entanto, que esse é um número bem menor do que a realidade, já que muitas estudantes não denunciam as violências sofridas por vergonha e medo de serem hostilizadas.

Cartaz de festa da FMUSP
Cartaz de festa da FMUSP

Das festas que acontecem na FMUSP, a “Carecas no Bosque” e a “Fantasias no Bosque” são as que criam o ambiente mais “propício” para abusos. A começar pelos cartazes de divulgação, quase sempre com destaque a mulheres cheias de curvas, trajes mínimos e olhares provocantes. Os preços dos convites são diferenciados. Em geral, mulheres pagam quase a metade do que os homens. “Todo o marketing é baseado no fato de que lá haverá muitas mulheres e que vai ter sexo à vontade. A USP inteira sabe que tanto a ‘Carecas’ quanto a ‘Fantasias’ são para isso, para ir lá e transar”, explica a aluna que optou por permanecer anônima. O problema, segundo ela, não é a questão moral, mas o ambiente de machismo extremo que cria a impressão de que qualquer garota presente está disponível.

A festa acontece no campo de futebol da Atlética. As equipes masculinas de cada modalidade esportiva erguem suas barracas para vender bebidas e arrecadar recursos. Atrás destas são montados os “cafofos”: estruturas fechadas com colchões ou almofadas apropriadas para se levar garotas. Segundo relatos, uma das modalidades costuma contratar prostitutas, cuja tarefa é agradar os presentes com strip teases e “body shots” de tequila nos seios, além de deixar o corpo à mercê das apalpadelas. Na barraca de outra modalidade, filmes pornôs são projetados. Outra equipe batiza seu espaço de “matadouro”.

“Nessas festas, minha impressão é que as meninas são um pedaço de carne na prateleira.”

Em torno do campo de futebol, há um pequeno bosque, para onde os casais vão para transar. Seguranças contratados pela organização vigiam a entrada. “Nessas festas, minha impressão é que as meninas são um pedaço de carne na prateleira. A mentalidade dos meninos é que elas estão disponíveis para transar. Chegam de maneira agressiva, ao ponto de vários caras tentarem te puxar para o bosque. E, na minha percepção, se você entra no cafofo você não sai, vai ter de transar com o cara”, opina a estudante. “Ter” de transar. Marina, do coletivo Geni, revela que já ouviu muitas histórias de garotas assediadas e estupradas entre as árvores. “Houve uma vez em que meu namorado ouviu gritos e foi socorrer. Um cara que ele conhecia tinha rasgado a calcinha da menina contra a vontade dela”, conta.

“Há estupros de meninas inconscientes, casos de colocar ‘boa noite Cinderela’ na bebida delas. É algo sistemático porque acontece em todos os anos”, diz professora da FFLCH

Heloísa Buarque de Almeida, coordenadora do programa USP Diversidade e professora de estudos de gênero na antropologia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), pesquisa a ocorrência de violência sexual, machismo, homofobia e trotes violentos na FMUSP desde que foi procurada pelos coletivos da faculdade, há alguns meses. “As violências se tornam rituais que se repetem a partir de uma ideia de tradição que querem manter, que não é exatamente do curso, mas uma tradição de algumas festas e instituições que se torna escandalosa”, analisa. “Há estupros de meninas inconscientes, casos de colocar ‘boa noite Cinderela’ na bebida delas. É algo sistemático porque acontece em todos os anos. A festa ‘Carecas no Bosque’ é tradicional entre aspas. Eles consideram tradicional que tenha prostitutas lá dentro, e no meio disso algumas meninas são estupradas porque estão bêbadas.

Você estava muito bêbada’
Cartaz de festa dos alunos da Medicina da USP
Cartaz de festa dos alunos da Medicina da USP

Foi na “Carecas no Bosque” de 2011 que a então caloura Doralice* foi estuprada no “cafofo” do judô. Ela estava desacordada. “Demorei para saber o que tinha acontecido, porque eu retomei a consciência apenas quando estava no hospital. Não me falaram direito, só: ‘acho que você foi abusada’”, diz ela, em depoimento à Ponte. Posteriormente, juntando os relatos que foram surgindo, muitos por insistência dela, a estudante pôde entender melhor o que ocorreu após as 4 horas da madrugada, quando ainda estava consciente e havia ido tomar uma bebida na barraca do judô – depois disso, não se lembra de mais de nada. De acordo com o que lhe contaram, Doralice ficou com um dos garotos da modalidade, que a levou ao cafofo, onde a deixou. Quando ele voltou, viu-a desacordada com um homem sobre ela, estuprando-a.

O que se seguiu, segundo a aluna, foi uma série de tentativas, por parte da Atlética e da diretoria da faculdade, de abafar o caso. No Hospital das Clínicas, para onde foi levada por diretores da entidade esportiva, não foram feitos exame de corpo de delito, para se comprovar a violência, ou toxicológico, para identificar uma possível adulteração em sua bebida. No entanto, a caloura começou a tomar medicamentos antirretrovirais como prevenção ao HIV.

“Eles falaram que eu não tinha como provar, que não poderia dizer que havia sido estuprada porque estava muito bêbada.”

Apesar da insistência, os responsáveis pela Atlética demoraram a lhe explicar exatamente o que tinha acontecido. Foi somente 2 dias depois, quando teve a confirmação de que havia existido penetração, que Doralice decidiu denunciar o caso. Mas foi sistematicamente desencorajada pelos diretores da Atlética. “Eles falaram que eu não tinha como provar, que não poderia dizer que havia sido estuprada porque estava muito bêbada.”

Mesmo assim, a estudante fez um Boletim de Ocorrência na Delegacia da Mulher. Algum tempo depois, a delegada apontou um funcionário terceirizado da faculdade como o agressor. “Até hoje, quando o inquérito policial está sendo finalizado, eu descubro coisas sobre meu caso que não sabia, por exemplo, que a diretoria da Atlética não permitiu que a polícia entrasse no local da festa”, conta.

As pessoas que ela procurava para testemunhar se mostravam ariscas. Falavam que deveria “tocar a vida para frente”. “Foi feito um pacto de silêncio, como tudo é tratado dentro da Faculdade de Medicina. Meu namorado era mais velho e falavam para ele que a história não poderia vazar, que iria destruir a imagem da Atlética, que iria destruir a festa”, revela. Ela conta, ainda, que a diretoria da FMUSP tomou conhecimento do caso, mas não fez nada a respeito.

“Abaixou minha calça, enfiou o dedo, me beijou à força.”

O estupro no “Carecas no Bosque” de 2011 não foi a primeira nem a última violência sexual sofrida por Doralice. No início daquele mesmo ano, durante a semana de recepção, ela foi abusada por um dos diretores da Atlética, que inclusive faria parte do grupo que a levaria ao hospital alguns meses depois. Numa tarde de bebedeira, ele a levou a uma sala escura da equipe de atletismo e a jogou no chão. “Abaixou minha calça, enfiou o dedo, me beijou à força. Mas teve uma hora em que ele parou”, relata Doralice. “Depois ele fez isso com outras meninas, uma delas da ‘panela’ dele, outra, uma colega minha de turma. Ele vê que a menina está bêbada e não conseguindo oferecer muita resistência.” Nos anos posteriores ao estupro, outro diretor da Atlética aproveitou duas “Espumadas” para passar a mão em seu corpo. Segundo a aluna, ele igualmente costuma repetir o abuso com outras estudantes.

‘Eu sei que você quer, deixa de ser chata’

Em novembro de 2013, a estudante de Medicina Leandra* sofreu abuso sexual de 2 alunos durante uma cervejada do sexto ano realizada no Centro Acadêmico Oswaldo Cruz. Eles ficaram insistindo para que ela fosse até o estacionamento ao lado. “Vamos para meu carro que eu vou dar bebida para você”, diziam.

“Eu falava que não queria, eles insistiam para eu ir. Me puxavam, mas eu não queria ficar com eles. Nesse vai e vem acabamos chegando ao carro deles. Lá eles começaram a me beijar, enfiar a mão dentro da minha roupa, dentro da minha calça. Queriam que eu entrasse no carro, abriram a porta, e eu comecei a gritar, a fazer um escândalo, dizendo que não queria. Tentava sair e eles impediam a minha passagem. Me empurravam, e um deles começou a gritar comigo: ‘para de gritar, para de gritar!’. Eu dizia que não queria os dois e um deles respondia: ‘você quer sim, eu sei que você quer, deixa de ser chata’. E os dois me beijavam, passavam a mão em tudo, não me deixavam sair. Nisso uma menina que estava no estacionamento brigando com o namorado viu o que aconteceu, deu um grito e me chamou. Então consegui sair.”

A partir de então, Leandra iniciou uma epopeia para que a violência sofrida por ela fosse reconhecida. Fez um Boletim de Ocorrência e denunciou o caso à diretoria da faculdade. Uma sindicância formada por 4 professores foi criada, mas apenas a estudante e um dos agressores foram ouvidos, já que o outro estava viajando. Em abril de 2014, a conclusão divulgada foi que a relação havia sido consensual, e que o problema havia sido o consumo de álcool. “Para mim, essa decisão tira a culpa do agressor e a joga na vítima, porque ela estava bêbada. Chegaram à conclusão de que foi consensual só com meu depoimento e de um dos garotos”, reclama.

O forte corporativismo existente no ambiente universitário da Faculdade de Medicina da USP, que havia se manifestado no caso de Doralice, voltou a “atacar” no caso Leandra. A vítima, e não os agressores, passou a ser hostilizada sistematicamente desde então. “Eu passo no corredor, as pessoas cochicham, apontam, principalmente os amigos dos caras. Eu mesma ouvi dizerem: ‘ah, aquela menina sai com todo mundo, logo ela vai reclamar disso? Está querendo aparecer’”. A preocupação maior é com a imagem da faculdade. Até mesmo um dos que abusaram de Leandra foi tirar satisfação. Ameaçou processá-la por difamação.

“Quando fui denunciar, achei que o meu era um caso isolado, mas descobri que havia mais.”

Uma das instâncias procuradas por ela foi o Núcleo de Estudos em Gênero, Saúde e Sexualidade (Negss), grupo de alunos criado no início de 2013. “Quando fui denunciar, achei que o meu era um caso isolado, mas descobri que havia mais”, diz. Foi divulgada então uma nota sobre o ocorrido no Facebook, gerando grande repercussão, em sua maioria, negativa. O texto foi publicado na página mantida nessa rede social pelo Grupo Pinheiros, do qual participam alunos e ex-alunos da FMUSP. A reação de seus membros foi violenta, diz Marina Pikman, do Geni. “Temos um monte de prints com postagens supermachistas, homofóbicas, classistas, xenófobas… tirando sarro do que aconteceu. Foi bem difícil para ela [Leandra]. Ela é ridicularizada nas redes sociais.”

Questionada pela reportagem, a diretoria do Centro Acadêmico afirmou que ofereceu apoio e orientação a Leandra e a incentivou a registrar um Boletim de Ocorrência. Disse, ainda, que solicitou à FMUSP a instauração de uma sindicância administrativa, “uma vez reconhecida a dificuldade e inadequação do CAOC de realizar tal apuração”. Todas as respostas enviadas pelo Caoc à Ponte podem ser lidas aqui.

A estudante, no entanto, nega. Ela diz ter procurado a segurança da faculdade, que a levou até ao chefe da graduação. Este a teria orientado a fazer o BO. “Os diretores do Caoc disseram que não poderiam me ajudar pelo princípio da isonomia em relação aos alunos. Só após a pressão do Negss eles enviaram um ofício à diretoria da faculdade pedindo abertura de sindicância.”

Modus operandi da violência
Cartaz de festa dos alunos da FMUSP
Cartaz de festa dos alunos da FMUSP

Ao Geni chegaram outros exemplos de abusos semelhantes. Como o de uma aluna violentada por um ficante. Ou de uma caloura que “apagou” numa festa “Fantasias no Bosque” e acordou numa enfermaria às sete da manhã sem sapato e calcinha. Ou o estupro de uma estudante de Enfermagem por um aluno de Medicina na Casa do Estudante, a moradia estudantil do Hospital das Clínicas. Ou até de um aluno estuprado por um veterano numa “Espumada”.

“No começo elas nem se dão conta de que sofreram assédio. Elas acham que estavam muito bêbadas, que não resistiram o suficiente. Depois, quando se dão conta, acham que passou muito tempo, que as pessoas relativizarão o ocorrido.”

Nenhum desses abusos, no entanto, foi denunciado, com a exceção dos de Doralice e Leandra. “É claro que não são casos isolados, é claro que há uma cultura institucionalizada de violência, impunidade, desamparo das vítimas”, avalia Marina. Ela explica que se pode até dizer que há um modus operandi. “A maioria dessas violências acontece em festas, em ambientes nos quais a menina está bastante alcoolizada. Às vezes está inconsciente, às vezes consciente, mas ofereceu resistência à agressão, e não foi respeitada pelo menino. E ela se sente culpada por não ter conseguido se defender. E há a lógica machista de considerar sempre que foi consensual.”

A partir daí, inicia-se uma luta para decidir denunciar o assédio e/ou buscar apoio. As vítimas, porém, esbarram nas próprias dúvidas e na falta de mecanismos institucionais de acolhimento. “No começo elas nem se dão conta de que sofreram assédio. Elas acham que estavam muito bêbadas, que não resistiram o suficiente. Depois, quando se dão conta, acham que passou muito tempo, que as pessoas relativizarão o ocorrido”, analisa Marina, para quem seria fundamental uma instância que amparasse as alunas que sofreram violência. “Mesmo que não tenha havido denúncia, a maioria procurou alguma ajuda institucional, porque foi fazer o tratamento antirretroviral.”

Ainda que as estudantes decidam ou cogitem denunciar, devem enfrentar mais obstáculos: o pacto de silêncio e abafamento em relação aos escândalos, e a transformação das vítimas em algozes. “As meninas são ridicularizadas, estigmatizadas como loucas que só querem chamar a atenção, que estão inventando coisas, manchando a imagem das instituições da faculdade”, pontua a integrante do coletivo Geni.

Segundo Marina, o grupo chegou a se reunir com a diretoria da faculdade e da Atlética para pressionar por medidas que diminuíssem a vulnerabilidade das alunas nas festas promovidas pela entidade, mas seus diretores responderam que não era possível tomar providências antes de uma decisão judicial. “As meninas não reclamam muito, fica velado, pois ninguém tem coragem de criticar a Atlética, porque é uma instituição muito forte. Existe um corporativismo muito grande envolvendo a Atlética, ou o Show Medicina. Você vai ser perseguido se reclamar, se der a cara para bater”, lamenta Leandra. Foi justamente a violação sofrida por ela o estopim da criação do Geni. “Meninas vinham contar histórias de estupro por colegas que nunca haviam denunciado porque tinham medo, porque não viam canais de denúncia antes”, explica Marina.

No dia em que foram anunciadas as conclusões da sindicância sobre o caso de Leandra, as estudantes realizaram um ruidoso protesto criticando a decisão e denunciando outros abusos. Foi o suficiente para que a faculdade decidisse formar uma comissão para apurar os inúmeros exemplos de opressão em seu interior. Instalado em março deste ano, o grupo formado por professores da FMUSP vem ouvindo relatos de violações sexuais, físicas, morais, machistas e homofóbicas, entre outras. O relatório elaborado a partir dessa apuração deve ser divulgado nos próximos dias.

Enquanto isso, após a publicação de matérias na imprensa sobre os casos de Doralice e Leandra, a edição deste ano da festa “Fantasias no Bosque” foi cancelada.

A Ponte solicitou uma entrevista com o diretor da FMUSP José Otávio Auler, mas a assessoria de imprensa da faculdade informou que ele se encontra em um simpósio fora do país e enviou a seguinte nota:

“A Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) se  coloca de maneira antagônica a qualquer forma de violência e discriminação (com base em etnia, religião, orientação sexual, social) e tem se empenhado em aprimorar seus mecanismos de prevenção destes tipos de casos, apuração de denúncias e acolhimento das vítimas. A Cultura da Instituição é baseada na tolerância e respeito mútuos, valores que são passados aos seus alunos. Com o intuito de fortalecer esta cultura, foi formada recentemente, inclusive, uma Comissão com docentes, alunos e funcionários com o objetivo de propor ações de caráter resolutivo quanto aos problemas relacionados às questões de violência, preconceito e de consumo de álcool e drogas. Em relação às denúncias envolvendo membros da FMUSP ou de casos ocorridos em suas dependências, foram abertas sindicâncias para apuração. Em caso de comprovação, a Faculdade adota as punições disciplinares de acordo com o Código de Ética da USP.”

A reportagem também procurou a Atlética, via assessoria de imprensa da FMUSP, mas até a publicação desta reportagem não havia obtido retorno.

* Nome fictício para preservar a identidade da vítima

* Vídeo: Caio Palazzo; Edição de vídeo: Rafael Bonifácio

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116 Comentários

  1. Um absurdo… garotas que nao se colocam valor, que não tem controle sobre si propria. Frequentei todas as festas todos os anos e nada de parecido aconteceu comigo

  2. Sempre me perguntei porque será que a raça mais escrota que eu conheço, me refiro a pessoas que eu conheci, depois de advogados são médicos.
    Casos de estupro em festa de medicina ja são conhecidos, no interior a casos de varios estudantes estuprar uma única menina.
    Agora me parece que elas vão pra isso também, não são tão inocentes, ficam doidinhas pra ir as essas festas, e qualquer um que se passar por medico tem grandes chances de ‘catar’ uma. Inclusive ta comum no Facebook rolar fotos de caras bonitões onde se diz que ele é ginecologista e que e a paciente o visita varias vezes por semana, o numero de curtidas da mulherada é grande. Aí me faz pensar na chance de desse medico aí que aparece nos jornais ser inocente mesmo, por que muitas mulheres quando vão ao medico, em especial o ginecologista, parece que elas se vestem pra ir a um cabaré, e não venham falar me de machismo.

  3. E digo mais, não entendo porque essa revolta contra médicos estrangeiros , não tem nem brasileiro direito e querem mandar os caras embora. O problema da medicina me parece é que um bando de semi açougueiros passam nesses vestibular ou podem pagar uma faculdade mas não tem vocação pra exercer a medicina, tem muita gente com vocação por aí que tem que ir fritar batata porque não conseguiu uma vaga. Tinham rever esse vestibular e avaliar a vocação, um dia quem sabe.

  4. Enquanto o primeiro não for severamente punido isso vai continuar. E não serve funcionários ou estranhos ao ambiente!

  5. Muito bonito, mas por que falar primeiro da Medicina USP quando na Esalq a coleção de violações são 10 x piores?

  6. Os caras que fazem isso estão totalmente errados, é um abuso, violência,crime!

    Mas, meninas, porque continuam insistindo em ir à uma festa na qual tem um pênis no lugar do T de ”Fantasias”? caiam fora desses caras, dessas festas…

  7. Pra começar a conversa, é necessário ter assente três pressupostos: 1) o sujeito da violência sexual (seja contra crianças ou mulheres) tem gênero: é homem; 2) a violência sexual acontece em todos os espaços da sociedade, é endêmica, atravessa classes e grupos sociais muito distintos; 3) violência sexual é um conceito bastante amplo, que não se restringe ao sexo forçado por um desconhecido nalgum beco escuro. Portanto, mulheres não estupram; estupros acontecem na rua, em casa, em festas, na universidade de elite; e eles assumem formas “aparentemente” (cuidado com o “aparentemente”) sutis e variadas. É por não compreender isso, o óbvio, que muitas pessoas caem nos argumentos mais espúrios para justificar uma violência sexual, do tipo: “entrou no quarto é porque quis”, “a culpa é dela que bebeu demais”, “usou roupa curta agora aguenta”. Ideias como essas não apenas nos reconfortam ao desviar o foco do problema para questões de comportamentos e escolhas individuais (seja ao psicopatologizar o agressor, eximindo-o e à sociedade da culpa, seja ao culpabilizar a vítima pela própria agressão sofrida) –, ao mesmo tempo em que, paradoxalmente, louvamos a liberdade de comportamento e escolha individuais –, mas sobretudo são peças fundamentais na reprodução da violência. É a conivência, consciente ou inconsciente, ativa ou passiva, que permite a reprodução da cultura do estupro. Trata-se de um padrão conhecido: normalmente não percebemos o que as feministas chamam de cultura do estupro (cultura porque não se trata de uma ação individual, de natureza puramente psicopatológica, e porque não é um fenômeno marginal: é coletivo e estrutural no patriarcado moderno) porque a sociedade ergue um muro de silêncio em torno do assunto, bem como, em torno das vítimas, um muro feito de vergonha, culpa, humilhação, repulsa, incompreensão, incompaixão. Mas não, elas não devem “seguir com as suas vidas”; não, “ele não está sofrendo também”; não, elas não devem se calar “para preservar a imagem” de quem ou do que quer que seja. As nossas cadeias estão superpovoadas de garotos pobres que furtaram algum objeto ou traficaram drogas. Por mim, nós deveríamos tirá-los de lá, coloca-los em escolas e dar-lhes empregos, e repovoar as cadeias com homens agressores sexuais, um problema muito mais grave e urgente do que o tráfico de drogas ou o roubo.

  8. É preciso que sejam apuradas todas as denúncias relacionadas a esses abusos. Mais do que o nome da instituição está em jogo a formação de profissionais da saúde que atuarão na assistência médica à população. É inconcebível que profissionais com tamanha responsabilidade conservem um tipo de mentalidade que ache “normal” ou “aceitável” o abuso a outrem. A integridade da instituição será mantida a partir do momento que ela prezar pela integridade de seus discentes.

  9. E SE acontecer com você? É porque você não se dá valor? É porque você não tem controle sobre si própria? Você merece ser estuprada por não se dar valor? Você merece ser estuprada por qualquer outro motivo? A culpa é sua, se você for estuprada? Estupros, assédios etc acontecem toda hora, todo dia no nosso país, a culpa nunca é da garota que não se deu valor. NUNCA.

  10. Você é uma das pessoas que abafam o caso também? Não.interessa se a mulher está sob efeito alcoólico ou não, ninguém tem o direito de estuprar ou abusar de ninguém! Nenhuma mulher merece ser estuprada por estar vulnerável. Não é questão de valor, é questão de respeito mútuo!

  11. Eu sou uma estudante da USP e não vou a esse tipo de festa. Passei no vestibular com dificuldade e tenho em mente que estou la para estudar e não brincar. Todos sabem o que ocorrem nas festas, se foi, foi porque quis. Mas isto também não da o direito de os homens acharem que podem estrupar as meninas.
    Só aconselho mulheres, vão estudar, quer ir a festas? procura uma balada legal e chama as amigas.

  12. Renata, vc tem nocao que vc esta culpabilizando a vitima? Que vc esta sendo conivente com esse tipo de atitude? Meninas que nao se dao o valor? ue valor? O valor de colocarem algo na bebida delas? Valor de esperar a menina estar desacordada para estupra-la? Valor? Que valor tem isso pra vc?
    O opressor não seria tão forte se não tivesse cúmplices entre os próprios oprimidos…. lema de vida. acorda pra vida, acorda pra realidade…

  13. Pra quem ta come.tando que mulher curte dr um cara bonito dizedo que é gineco e que nessas festas rola egaçao e putaria, só uma coisa: voces estao falando como se aprnas homens pudessem ficar bebados eesquecer da vida e querer ir numa festade putaria (porque nao?) sem serem chamadas de puta, vagabunda, oferecida, foi porque quis.
    Tem uma coisa MUITO diferente entre QUERER ficar ou dar e o serFORÇADA porque tava bebada.
    A vagina é minha e distribuo pra quem quiser, e ninguem tem direito de decidir por mim ou me xingar. Que NOJO!

  14. Dá até sono tentar discutir com gente com a mentalidade igual a sua, Renata. Ninguém tem que se dar o valor, o valor já é por direito de cada um. Você pelo menos leu o texto? Viu os depoimentos? Não consigo tolerar gente ignorante que nem você, que não sabe se colocar no lugar dos outros.

  15. Entendo seu lado, mas isso não resolve nada. Essa solução seria tipo o Vagão Rosa que queriam implantar nos metrôs. O certo não é que as festas deixem de ocorrer, porque elas certamente vão continuar. O certo é ir no foco do problema, criar um senso comum de que mulher não é objeto, portanto, é inaceitável que em festas de qualquer gênero, coisas repugnantes como essa ocorram.

  16. Se quiser ser respeitada, mulher tem que dar-se o respeito. Certo? Não. Não está certo porque respeito não é negociável. Minhas roupas não são um convite para o estupro e minhas atitudes não estão dando abertura nenhuma para eu ser abusada.
    Que é absurdo é esse, uma mulher falar que a culpa é sim de quem foi violentada. Pelo amor de Deus, santa ignorância, machismo e pensamento retrógrado.
    Mulher tem que ser respeitada até mesmo pelada, até mesmo durante o sexo consensual, mulher tem que ser respeitada em qualquer lugar e em qualquer momento!

  17. Entrei apenas para repudiar, como homem e cidadão do mal, a declaração da Sra. Renata. Mulher não tem que “se dar ao valor”, pois não é ação de empresa, nem moeda corrente. Sexo só pode ser feito por consenso, e mais nenhuma variante social,seja ela econômica, étnica, ou de caráter etc. Ser “boazinha” e recatada deveria ser uma escolha pessoal, e jamais um pré-requisito, um seguro de vida para não ser agredida(o).

  18. A USP é puxada, todo mundo quer ter descansar e poder curtir uma balada, beber um pouco. O fato da mulher querer curtir uma festa e beber nao signifca que ela é uma vagabunda ou mereça ser estuprada. Ela quer apenas se divertir.
    E ao mané que falou que estupro tem em todo lugar, TEM MESMO, mas nao quer dizer que isso seja certo. VCS que se acham no direito pq são homens, continuem pensando e regredindo a idade medieval. Nao é pq é medico e rico que tenha carater. Escória !

  19. Brasileiro é foda. Ao invés de ENSINAR e EDUCAR, o jeito é separar, dividir, proibir ou remediar. Cabeça de merda!

  20. A lógica feminista 1:
    “Tem umas festas conhecidas como ‘festas do estupro’, onde, SABIDAMENTE, ocorrem abusos de todos os gêneros contra as mulheres.
    Eu sou mulher e tenho o DIREITO de ir nas festas do estupro, ficar tresloucada de bebida alcoólica e não ser estuprada.
    Somos feministas e temos direito.
    Toda mulher pode participar das festas do estupro sem serem estupradas!”.

    A lógica feminista 2:
    “Toda mulher tem o DIREITO de rebolar até o chão com uma microssaia, ao som do pancadão ‘senta na pica, senta na pica, senta na pica’ e não ser inferiorizada ou diminuída.
    Se uma mulher quer dançar ao som de ‘senta na pica’, isso não significa, necessariamente, que ela queira cometer o ato, propriamente”.

    PS. 1: Nada, absolutamente nada, justifica um abuso, qualquer que seja. Esses delinquentes (travestidos de alunos) devem ser investigados e punidos. Não tenho esperança na justiça criminal, portanto defendo punição administrativa. A Facultade deveria expulsar sumariamente os “homens” envolvidos nesses casos, inclusive os organizadores das “barracas”, pela omissão ou comissão.

    PS. 2: Mulheres, valorizem-se. Vocês têm o direito, sim, de participar dessas festas. Mas, precisam? Precisam se embriagar ao lado de “homens” desconhecidos e desprezíveis? Comemorem, tomem TODAS, façam a festa, ao lado dos seus amigos e familiares, das pessoas que gostam de vocês e estão felizes pelas conquistas de vocês. Enfrentar as “festas do estupro” por puro feminismos? Bah… Deixem que os “machos”, colegas de vocês, se divirtam com as prostitutas, que é isso que eles merecem.

  21. Renata, talvez não tenha acontecido com você porque talvez você não tenha tantos atrativos quanto a Leandra. Este seu comentário tosco nos explica em parte o não-desejo que você desperta.

  22. “não venham falar me de machismo.” Não seria necessário, mas você está sendo machista, meu caro. A grande maioria das mulheres optam por ginecologistas do sexo feminino exatamente para não correrem o risco de serem abusadas. Enquanto na faculdade, enquanto jovens, é comum que o sexo seja o objetivo de vida dos futuros médicos, pois é o ápice hormonal da vida, mas estupradores são doentes. Qualquer ato sobre o corpo de uma mulher que vá contra a vontade dela é errado, é sujo, é nojento. Pare de ser machista, a visita a um ginecologista é pela saúde da mulher. Nem tudo na vida é sexo.

  23. No mínimo vc deve ser um homem travestido de mulher nessa citação! Pauto controle e auto limite são peças fundamentais para que não ocorram besteiras! Pessoas desse tipo existem em todos lugares e pensar depois que serão médicos … Agora estudei em Botucatu que tem ainda muito trote e devemos saber diferenciar os idiotas dos demais

  24. Essa Renata se bobear é Renato, um dos algozes que faz um comentário idiota desse pra justificar a carnificina que acontece nessas “festinhas” organizadas por doentes mentais, psicopatas ou drogados! A maior ironia é que muitos desses doentes serão médicos que trabalharão com o público afim de consolidar uma política de saúde no país. São os futuros Rogers Abdelmassih!

  25. Renata fica quieta que é melhor! Seus comentários são muito vagos e sem fundamento

  26. Independente da mulher estar sobre efeito de bebida ou não, não da o direito de qualquer individuo invadir o seu corpo. Mulher que não se ao respeito???? Em que mundo tu vive Renata? Se é que este é seu nome e seu gênero. O que é não se dar o respeito ao seu ponto de vista???
    Mulheres tem o direito de ir em busca de prazer, seja bebendo e ficando bebada, seja em busca de sexo (afinal qualquer pessoa gosta de ter prazer, ou seja em busca de curtição em uma festa com amigos, mas isso NÃO d ao direito de qualquer pessoa fazer algo que ela não queria. NÃO E NÃO.
    Por culpa de pessoas com o teu pensamento Renata, que os abusos acontecem, e se foi em todas as festas como você refere, entao sabe muito bem que são verídicos estes relatos.

  27. Essas pessoas que não têm o menor respeito pelo corpo humano, pelo indivídux, pelas colegas vão ser MÉDICOS. Vcs têm noção que daqui uns 10-15 anos eles vão examinar e dar parecer sobre vítimas de abuso? vai ser possível confiar num laudo de uma criatura assim? vai tratar bem, ter compaixão dx paciente? Esses caras (e quem mais mais for conivente) têm de ser punidos exemplarmente. As estudantes têm o direito de ir a festas, de beber e se divertir sem ter o medo de sofrer uma violência.

  28. Cara Renata (sic):

    Você, como bom rapaz da elite (sic) que adora oprimir as diversas minorias do glorioso Brasil deve nos achar muito idiotas a ponto de acreditarmos nessa sua tentativa repugnante e repulsiva de defender o indefensável, mostrando assim o abismo sem fundo da moral das classes privilegiadas, que há séculos usufruem do melhor da terra graças às injustiças sociais.

    Gostaria apenas, caro parvo (i)moral de lhe informar que a culpabilização da vítima não tem razão de ser, pois, mesmo que fosse uma prostituta drogada e alcoolizada, o crime estaria caracterizado.

    Não há possibilidade, mesmo no mais elementar pensamento intuitivo, a prerrogativa de uma mulher pretender ser violada em um ambiente, principalmente em um festival, onde há a premissa de diversão e congraçamento universitário (se bem que, se tratando da FMUSP, o congraçamento é apenas dos ”porcos”, a saber, os sinhozinhos que ainda se imaginam no Brasil colonial com fêmeas de diversos matizes para seu deleite).

    Nos países democráticos, a conjunção sexual é fruto do consenso, e mesmo havendo consentimento de ambas as partes, a partir do momento em que uma delas não estivesse disposta (coisa do tipo, ”para, tá machucando”) , há a caracterização de estupro, segundo nossas leis.

    Portanto, meu caro rapaz movido a achocolatado e energético, sugiro cautela em seus pareceres, pois não estamos mais no país agrário, há mudanças visíveis na sociedade. Fique atento, pois pessoas como você são passíveis de punição, tanto na proposição, quanto na ação da violência contra mulheres e outros vulneráveis.

  29. O comportamento sexual predatorio descrito na reportagem nao é exclusividade da FMUSP. O que é peculiar a essa escola é o espaço onde isso ocorre: dentro da atlética, administrada pelos estudantes associados a AAAOC, que por exemplo, pode negar a entrada da policia no local. Venda e consumo de drogas sao comuns la dentro, mas esses jovens enfrentam consequências muito distintas daquelas vividas pelos seus co-cidadaos nas periferias, onde policia nao pede licença para entrar. Além disso, o local é pessimamente mantido, contraste intrigante com os clubes sociais que as familias desses jovens frequentam (pinheiros, paulistano, etc).

    A administraçao do espaço publico delimitado pela atlética precisa simplesmente ser administrado de forma profissional, servir aos funcionarios do complexo hospitalar, ou o bairro, e ponto final. Aos alunos lhes caberiam alugar quadras para treinamentos de suas equipes (pifias) para as (pessimas) competiçoes universitarias que organizam. Isso nao resolveria o problema trazido pela reportagem, mas é como iluminar as ruas para coibir assaltos e estupros: diminuiria a disponibilidade e sensaçao de impunidade.

  30. Ridículo falar que todos os campos universitários são machistas. Se for em qualquer outro lugar (ESALQ, CAASO, outros), é a mesma história.

    Mulher que se dá o respeito não vai no “cafofo” ver o que é, se não quer, fale que não quer. Agora tem um monte (e quando digo monte, são pelo menos 50%) que adoram quando o cara vem e dá aquela investida, determinado. Mulher adora isso, sente um tesão louco. O que foi um estupro pra uma deve ser uma trepada sensacional para umas 10 outras.

  31. Marina, sim, as meninas foram porque quiseram. Mas vale lembrar que esta festa é só mais um local onde estupros acontecem. Isso rola nas ruas, em festas, baladas, em qualquer local onde haja um estuprador escroto. A culpa NUNCA é da mulher, nunca. Ela usar saia curta, beber, ser puta ou não, não dá direito a cara nenhum nesse mundo de fazer mal a ela. O corpo é dela, a vida é dela, é ela quem sabe o que faz e quando faz. “Ah, mas foi pq quis. Tava bêbada, bem feito”, pera lá! Isso pode acontecer com qualquer mulher – e homens, até, vítima de abuso, machismo e xenofobia. Vivemos em uma sociedade onde é normal culpar a vítima e não o agressor. E isso, Marina, isso é bem errado.

  32. Muito interessante um homem aproveitar o anonimato aqui do site para se chamar de Renata e tentar distorcer a visão das coisas… exatamente o que acontece nas festas, em que os anônimos invadem os corpos e distorcem tudo dizendo que “se estava lá, é porque queria”. Eu fico com muito nojo de uma profissão que deveria ser honrável e dedicada ao próximo mas que só se presta a formar psicopatas cobiçosos por dinheiro e fama.

  33. Complicado o depoimento dessa garota dizendo que sofreu abuso mais de uma vez, normalmente esse é o tipo de coisa que deixa a mulher traumatizada, não privando o lazer da senhorita, mas voltar a frequentar esse tipo de festa da entender que tudo isso que foi dito, ou foi objeto de invenção ou tentativa de denegrir a imagem da festa, pq cá entre nós, tbm freqüentei e muitos(as) colegas tbm frequentaram e nada disso foi visto.

  34. Essas festas poderiam acontecer tranquilamente contanto que esses boçais não se achassem no direito de estuprar ninguém. E sim, uma moça poderia ir nessa festa querendo transar com quem ou quantos quisesse, assim como o cara, lembrando que : se alguém diz não, não quero, quero embora, ou vou sair, deve ser respeitado. Ninguém tem que se dar o valor , ou “se dar ao respeito”, simplesmente porque parte-se da premissa que as pessoas tem seu valor e merecem respeito. O problema dessas festas é que elas têm uma lógica machista e violenta. Todos poderiam se divertir e ter prazer , mas infelizmente a lógica da dominação, da opressão lidera. Tanto homem quanto mulher gostam de sexo e devem ser respeitados quando não querem fazê-lo. É de fato muito triste saber que esses boçais serão médicos. O médico tem que oferecer confiança, e muitos continuam usando desse ‘poder” sobre seus pacientes.

  35. Como pode uma situação como essa acontecer na USP, a universidade que ocupa a primeira posição do ranking no país? Aliás, eu que quero ser médica e não sou de classe A ou B e sei como é difícil estudar nessas condições de concorrência injusta e agora vendo isso sinto um imenso repúdio, parece que tudo se transforma de repente em pesadelo para as mulheres. São esses os seres humanos que cuidarão da saúde das pessoas? Eles precisam se tratar primeiro. Acredito que para exercer a profissão de médico não basta passar no vestibular e ter boas notas, não é somente a disciplina nos estudos que vão dignificá-los para isso e sim o respeito ao próximo, esses alunos merecem expulsão para ceder a vaga a quem realmente tem interesse e comprometimento. Eles não tem o direito, o que eles tem é dinheiro, por isso a justiça para eles é praticamente inexistente… por isso temos médicos que matam os pacientes, que atendem rapidinho na rede pública para ganhar dinheiro no consultório particular que ganhou de presente do papai empresário, por isso que eles se recusam a trabalhar em áreas carentes, por isso estupram pacientes quando sedadas, porque eles são classe A ou B, por isso que temos a saúde no Brasil em caos, QUE VENHAM OS CUBANOS !!!

  36. Pelo o amor de Deus né, Renata! Mesmo que a pessoa ande pelada(o)… Isso não dá o direito de outra pessoa abusar alguém! Que pensamento ridículo é esse? Não aconteceu com você… Que bom! Mas se coloque no lugar das vítimas e imagine se tivesse acontecido? Não seria nada agradável não é?! Lamentável que ainda existam pessoas que pensem dessa forma.

  37. Perfeito Igor, penso exatamente assim também. É como passar no meio de um lugar com assaltantes, sozinha, no meio da noite e não querer que te assaltem apenas porque você tem o direito de passar ali sem ser assaltada. Se a gente sabe que o risco existe por que não evitar?

  38. Que coisa mais absurdaaaaaaaaaa!!!! Que cabeça de MERDA dessa gente dizendo que a culpa é das meninas que vão a essas festas e bebem, inclusive mulheres dizendo isso! Realmente a conclusão a se chegar é que o sexo feminino nunca será respeitado nesse mundo, pq as mulheres são desunidas e BURRAS demais p enxergar que a culpa não é da menina que foi a uma festa querendo se divertir. Ainda mais se tratando de uma festa de alunos da MEDICINA…. esses alunos deveriam ser os primeirosss a se preocuparem no caso de verem uma pessoa passando mal por conta da bebida, deveriam ser os primeiros a prestarem AUXÍLIO e não quererem se APROVEITAR da situação, vocês meninas IGNORANTES já pensaram sobre isso? No tamanho da inversão de valores das coisas que dizem…. vcs podem não ir a essas festas, mas um dia podem ser pegas na rua e serem estupradas e então serem atendidas por um desses “médicos” tão éticos que vcs defendem (sim, defendem!!!) que vão fazer piada da sua cara, te tratar como um nada e te fazer se sentir pior ainda… e outra essa fama de festa onde ocorrem estupros só está vindo à tona agora, durante muito tempo tudo foi abafado e as meninas provavelmente não sabiam disso. Além do mais muitas meninas saem de casa aos 17, 18 anos não tem noção do que pode acontecer, nunca passaram por esse tipo de situação na vida pois esta era uma realidade muito distante, acham que nunca vai acontecer com elas, estão experimentando álcool em grandes festas pela primeira vez e querem sair de casa fazer amigos e se divertir….. às mulheres que defendem a ideia de que a culpa é da mulher continuem fazendo isso e logo não poderão botar a cara na rua pois este também será um ambiente inseguro e a repressão só tende a aumentar quando se alimenta essas ideias de que a mulher deve viver evitando o perigo. Os homens aprendam a nos RESPEITAR e a respeitar o próximo, principalmente se tratando de médicos que deveriam ser os primeiros a zelar pela saúde do próximo inclusive a saúde psicológica. Menos ignorância pelo amor de deus….

  39. Todo mundo sabe que estudar medicina na USP é só para quem P$O$D$E. Portanto, as meninas que são estudantes de medicina fazem parte da s Classe A e B. Se acham e são diferentes das demais. Mas, para os tarados, graduados, são tão iguais a qualquer uma genitalha da vida. Os tarados da medicina não respeitam nem seus iguais. O que dizer respeitar os que eles chamam de diferentes? Acho que já está na hora das mulheres aprenderem a denunciar, prender e arrebentar. Caso não haja, da parte de quem de direito deve defendê-las, vinguem-se. Capar quem aparecer no seu caminho, tentando violá-la, é uma solução. Um homem capado é um zero a esquerda, um nada. Pois, se ele pode destruí-la para sempre (estupro é uma ferida que jamais fecha), destrua-o também. Uma sociedade, como a nossa, mentirosa, merece ter um exército de destruidos. MULHERES, CAPEM OS TARADOS, VINGUEM-SE, NÃO DEIXEM POR MENOS.

  40. O local é propício para o uso de drogas e sexo. Sinceramente, saímos do ensino médio sabendo sobre a polêmica proveniente das festas de faculdade. Quem vai está por conta e risco, é ridículo, ir encher a cara, e se drogar independente de gênero sexual. Todos sabem o que acontece nas festas, existem N lugares para se divertir com os amigos. Vai quem quer. Os caras logicamente fazem as festas para transar, e vocês vão porque não sabem o que eles querem… A me poupem! Vão estudar e concluir a faculdade.

  41. Camarada, se isso acontece com a minha irmã ou alguma familiar ou conhecida minha, eu daria uma surra bem dada nesses fdp.. ia arranca o pinto de todos eles.. Abriria o olho se tivesse envolvido nessa merda aí..

  42. Todos os culpados deveriam ser devidamente punidos por crime de estupro ou assédio moral. Porém, dado a realidade tal como é, o prudente é qualquer garota que não queira correr o risco, que não participe desses eventos e que simplesmente faça o seu curso bem feito para ser uma boa profissional. Universidade não é diversão, não é pra fazer amigos, é pra estudar muito e aproveitar as oportunidades profissionais.

  43. Não tenho qualquer ligação com a faculdade em questão, nem mesmo moro em SP, mas também já fui estudante universitário. Quando comecei a ler a reportagem, estava revoltado com a manchete. Um estrupador é um fdp que deveria ser capado. Mas, ao final do texto, vi que nem tudo que está sendo relatado pode realmente ter o peso que querem dar.
    Um exemplo? Essa tal de Doralice: disse ter sido estuprada e abusada em 4 oportunidades diferentes (durante anos), sempre nas tais festas. Em 2 casos que ela detalhou, o “abuso” ocorreu depois de muita bebedeira e de ir (conscientemente) com algum rapaz para um quartinho escuro (!) ou para uma barraca às 4h da madrugada (!). “Nos anos posteriores” (!), apesar dos “abusos” e do “estupro” ocorridos, ela continuou (por vontade própria (!)) participando das tais festas (que, pela reportagem e pelos comentários aqui de alunas, todos sabem a real finalidade), e continuou sendo abusada (!). Ora, faça-me o favor, ninguém pode ser tão ingênuo ou tão feminista a ponto de não enxergar nas atitudes recorrentes dessa jovem (não é uma criança) uma situação que não condiz com a posição de vítima inocente que ela tenta transmitir.
    Assim, cada caso é um caso, e todos deveriam ser analisados com bom senso e investigados com isenção para que realmente se chegue na verdade, se faça justiça e se punam os verdadeiros culpados (inclusive, se for o caso, as falsas denúncias), e também para que o sensacionalismo midiático não transforme qualquer relato apócrifo em verdade absoluta.

  44. Isso, genial: agora vamos forçar todas as garotas porque “só algumas” vão considerar que é estupro!

    Aliás, pelo que vi, muitos dos casos ocorrem com garotas muito bêbadas ou desacordadas, ou que disseram não e tiveram que ouvir dos caras que, na verdade, elas queriam sim e só estavam “se fazendo”. Isso que é investida determinada! Pena que parece ser totalmente independente da resposta delas.

    Se elas não querem, é estupro. Se elas forem forçadas, é estupro. Se elas não puderem decidir sobre, é estupro.

    E uma observação final: se nos outros lugares também ocorre, sim, nos outros lugares também é machismo.

  45. Renata, desculpa mas vc acaba de falar uma grande bosta. O fato da pessoa estar bebada nao quer dizer que um cara possa chegar até ela e abusar de seu corpo. Para de bancar a insensível e puritana, como se vc fosse a palmatória do mundo.

    A pior coisa é ficar julgando os outros e nao cuidar da própria vida. Deixa de ser ridícula, vc nao foi nem um pouco feliz falando desse jeito sobre as moças, porque só elas sabem o que sofreram. Cuidado, viu? Não julga para que nao sejas julgada. E seja menos ignorante, por favor!

  46. Há muitos anos que a USP virou um antro de marginais da elite brasileira! estes marginais praticam todo o tipo de desmandos, atrocidades, assassinatos, estupros, roubos, etc, etc, etc… e, o pior de tudo é que reitores, professores, secretaria de segurança e governador são coniventes com isso! sabem que tudo isso acontece lá mas fazem vistas grossas e não toma providências! porque que estes filhos da puta não pegam a filha do secretário de segurança, do governador, juiz, reitor ou de algum membro do ministério público e fazem o mesmo que estão fazendo ao longo dos anos? Quem sabe assim as autoridades e os responsáveis pela universidade tomem providências! ah! Renata, você é patética!!!

  47. Ultrapassa os limites do absurdo a academia tentar abafar essas denúncias. Como podem saber disso e não expulsar esses estudantes? Como não punir enfaticamente de forma exemplar alguém que comprovadamente cometeu um crime hediondo desses?

    Como esperar melhores ações da sociedade se ainda ocorre esse tipo de coisa dentro das nossas universidades “modelos”? Onde estão se formando os intelectuais que deveriam auxiliar o nosso país a desenvolver?

    Me entristece ler os comentários de homens ou mulheres que julgam existir justificativas para qualquer tipo de violência sexual.

    NÃO, assédio sexual, abuso sexual não são justificáveis, são crimes segundo a nossa Constituição! Se todas as pessoas que cursam ou trabalham nessas universidades sabem sobre o que ocorre “de praxe” nessas festas e ninguém fala nada então estão sendo coniventes. E se a polícia sabe e não faz nada está sendo corrupta.

    TODOS são criminosos, os que estupram e/ou abusam e os que olham pro lado fingindo não ter visto.

    Então aos estudantes que aqui escreveram deixo meu recado:
    Tomem vergonha na cara, parem de se fazer de santos e façam algo ao invés de culpabilizar as vítimas! Vocês também são culpados por esses eventos ainda acontecerem, se alguém fosse denunciado e punido exemplarmente (com expulsão e cadeia mesmo) tvz os próximos pensassem antes de repetir o erro.

  48. A entrevistada em questão tem uma foto de perfil de facebook com a foto dela e a frase “para virar a usp do avesso”
    Faz todas essas queixas mas confirma presença em festa de formatura da Sanfran, com funkeira e cartaz “sexista”
    SEM MAIS

  49. Igor, entendo totalmente o seu pensamento, entretanto é direito sim da mulher ir a uma festa ficar trêbada, dança pancadão até o chão (seja a letra da música qual for), beijar na boca se tiver afim, dar uns amassos no escurinho se quiser e ainda consentir com uma transa, maaaasss, se por algum motivo ela não quer continuar a transa jamais o rapaz poderá forçá-la a continuar com o argumento de que ela estava alí pra isso mesmo, que tava querendo, que deixou ele passar a mão, fez jogo, fez charme, provocou, deu uns amassos então ela perdeu a razão porque perdeu o “valor”. Temos que ensinar os homens a respeitar seja em qual ambiente ou em qual situação for e não que as mulher não frequentem festas que elas querem ir, e seja por qual motivo for, seja porque curte o som, as bebidas, o clima ou porque também curte a PUTARIA, ela também tem o direito de curtir o clima de pegação e sacanagem, mas jamais ninguém terá o direito de fazer com quem quer que seja o que essa pessoa não quiser fazer. E essa mulher pode estar numa festa querendo pegação também, mas simplesmente com esse cara que a deseja ela não quer nada. Essa conversa de mulher se valorizar, de impor limites de até que ponto ela pode beber, ou vestir, ou se ela pode rebolar bem “safada” até o chão ou não, isso é machismo, mas para mim o machismo mais perverso que é aquele camuflado, que finge dar liberdade a mulher, mas na verdade está apenas separando mais.
    Pelo direito da mulher ter o seu valor reconhecido mesmo sendo SENSUAL, DEVASSA, CARNAL, ERÓTICA, porque os rapazes em uma festa estão sensualizando também e ficando bêbados também, mas isso não dá o direito de outro cara, por exemplo, se excitar com a sensualidade do cara e ir lá e estuprar ele. E digo mais, e se o tesão da mulher é ir lá e enfiar um consolo no anus do rapaz, ela tem direito só porque ele ta muito bêbado, ta sem camisa, dançou a noite inteira musica de putaria sensualizando, então ele não se deu ao valor e eu posso fazer com ele o que eu quiser???
    É sim direito da mulher (e do homem) exercer a sua sexualidade sem ser estuprada(o).

  50. Sua observação é interessante e concordo com ela. Tá mais do que na hra de rever essa forma erronea de acesso as universidades, principalmente cursos de medicina. Na hra que essa profissao deixar de ser “status social” quem sabe as pessoas que realmente tem vocação poderão segui-la.

  51. Renata,

    Isso não dá o direito a ninguém de estuprá-la ou assediá-la. Você pode julgá-la com sua mente moralista e preconceituosa o quanto quiser mas isso não faz dela culpada, ela ainda é vítima segundo a Constituição.

    O corpo é dela e as regras são dela. Mesmo se andasse nua em público ( o que seria crime) ngm tem o direito de ir contra sua vontade.

  52. Mas Renata,

    A USP é muito atrasada, tem uma produçao cientifica engessada, e pelo que as reportagens mostram, uma cultura estudantil repreensível.

    O que lhe incomoda em “virar a USP do avesso”? Isso é otimo: universidade é lugar de mudanças, de novas idéias, de abertura de horizontes, nao de manutençao de tradiçoes tacanhas. Essas pessoas podem ser a força por tras de mudanças importantes para modernizar a USP. Visite um campus de uma “top americana” e depois retorne a USP. Estamos muito, mas muito atrasados institucionalmente e culturalmente.

    E digo mais: é hora dos uspianos perderem esse complexo de superioridade patologico. O aluno do NE vem e ingressa na residência. A Poli logo logo produzira em menos qualidade do que a UFABC que recrutou jovens professores hiper-preparados. Esse complexo de superioridade apenas fecha os horizontes do uspiano dentro do seu mundinho.

    E a menina vai a festa que ela bem entender, nao vejo contradiçao alguma.

  53. Eu não acusei essa coitada de nada. Você acusou na sua cabeça.
    Eu só apontei para o fato de que ela tem no face dela em foto do perfil “pra virar a USP do avesso”.. E não “pelo respeito ao corpo da mulher”. Ela quer sim nas palavras dela “causar”.
    Histrionica, é uma coitada mesmo. Não tem noção da exposição a que está se submetendo. Quando entender será tarde. Já é tarde para ela. Ela poderia estar denunciando de maneira bem mais construtiva , sem se expor. Está vivendo 15 minutos de fama … Como seus amiguinhos… Vivendo uma adolescência tardia. Coitados

  54. a “academia”??? hahahhaha,. você é patética. Seria requalque?
    A você deixo o MEU recado… nunca pertecerá a “academia”

  55. Recalque.. essa série de comentários está cheia de recalcado.. “a usp virou”… como se um grupo inteiro de pessoas fossem todas iguais. Você não está nem perto da usp né.. deve ser isso o que mais te magoa. Patética é você, que deve ser aluna de uma “uni-qualquer-coisa”

  56. FIco bem tranquila que comigo não aconteça. Só estou inconsciente quando estou dormindo, e faço isso de modo seguro dentro da minha casa ou em um plantão. A Marina em seu depoimento conta uma série de episódios em que ela estava completamente inconsciente por embriaguez. Que mundo é esse em que isso é normal repetidamente?

  57. A ultima coisa que eu sou é puritana querida. Gosto de muitas coisas que a sociedade não ve com bons olhos. Mas estou sempre consciente e me responsabilizo pelas minhas atitudes. Ser julgada faz parte do processo de viver em sociedade. Estamos o tempo todo julgando e sendo julgados… E não me venha falar de ignorância quando você começa o seu argumento classificando o meu como “bosta”… Parece-me que a ignorante aqui é você.. faltam palavras no seu vocabulário para fazer uma crítica mais educada?

  58. O machismo é triste e quando o machismo é praticado por mulher é duplamente triste. Em vez de Renata censurar os estupradores, ela censura as vítimas. Comportamento conservador típico de quem dá aval ao homem assediar, estuprar e violentar. Afinal a culpa é de quem não se dá ao respeito, certo? Certo, uma ova!

  59. Se teve estupro, claro que é crime, ja ouvi falar em caso assim no interior, e vindo dos médicos estudantes de hj em dia nada é impossível . Mas oque estou vendo aí é uma cultura pra ir nesses lugares e fazer sexo, e cá pra nós quem diz se vai rolar ou não é a mulher, e se ela for pega a força , bom será possível uma festa inteira não ver? Ou isso rola nos cantos da faculdade, e porque elas não denunciam? ; tem medo de ser comido por um leão não entre na jaula de um faminto vestida com bifes suculentos, ah mais isso é machismo , mulher tem a liberdade pra andar como quiser, sim, porém o instinto animal do homem que é animal sim, entende que aquela fruta esta ali dando sopa, quase se oferecendo. E a casos também que a moça na eminencia de ver que oque ela praticou cair na boca do povo ela dizer que foi estuprada, podia estar alcoilizada mas fez porque quis, agora se bebe e faz sexo é abuso? Por outro lado como ja disse a respeito da qualidade e falta de vocação desses alunos pode ter casos de estupro sim e só mostra os sub açougueiros que vem por aí. Agora também vemos as contradições feministas em um caso como esse, porque não vemos manchetes assim ” Meninos estão sendo estuprados por alunas e medicas nas festas de medicina”, soa realmente estranho,,mas se homens e mulheres são iguais então até nesse caso deveria existir essa situação, mas se tivesse iam cobrar 1000 reais a entrada né.

  60. Q Brasil e esse onde muitos apoiam a violencia e ñ olham o q esta acontecendo q vergonha isso apoiar esses vagabundos delinquentes q abusam das jovens e nada acontece meu Deus ond vms parar dessa maneira
    Q horror cada coisa q vejo de pessoas defendendo o abusador depois se diz inocente faz isso pqñ aconteceu com ela(le)ainda

  61. Sério, você realmente acredita que uma vítima de violência sexual gosta de se expor? Que isso dá “fama” pra ela?

    Estou surpresa por uma mulher pensar assim, acho que faltou empatia na sua colocação.

    E depois de todas essas afirmacões diz que não julgou a vítima… Tsc, tsc…

  62. Interessante, agora quando se trata de “50 tons de cinza” aí é tudo bonito né, gostoso e exitante, não é mais ‘maria da penha’, vai vim o filme e a espera é ansiosa, alias acho que vcs iam se surpreender com o a porcentagem de mulheres cuja fantasia é ser pega a força, porque como vcs dizem, “homem tem que ser homem”, “homem sem atitude não serve pra nada”.
    Outra coisa, nessa festa acontece uma vez com a moça aí ela vai uma segunda vez , comete o mesmo erro de beber demais e é violentada uma segunda vez? Mas logo na primeira vez não causaria um trauma pra ela no minimo ter cuidado ou nem frequentar mais esse lugar? Não defendo esses estudantes não, claro que tem escrotismo rolando , mas para as hipócritas sugiro continuarem a ter boas leituras.

  63. Mas pensando bem, eu ja fui a tantas festas onde meninas usavam roupas mais sexys que se estivessem nuas e nunca vi elas serem estupradas por causa disso . Sempre respeitadas mesmo (querendo ou não) provocando olhares de desejo. Mas claro que quem sofre esse abuso não necessariamente estava vestindo algo sexy. Então o perigo esta no comportamento de beber e ficar vulnerável a esses predadores que no dia a di são tão ‘gente fina’.

  64. Comigo não acontece. Eu estou consciente para todos os eventos sociais da minha vida. Insconsciente só na minha casa dormindo. Bem tranquila

  65. Estudei no campus de uma “top americana” e retornei a USP. Concordo com a atraso, não só da USP, do Brasil. Nenhum lugar do Brasil está nem ao mesmo perto da Instituição onde estudei um ano. E concordo que mudanças na instituição são sim, muito bem vindas. Mas não é isso que a Marina propõe. E você Pedro, que parece um tanto quanto esclarecido, não é mesmo inocente de achar que existe algum propósito de construção nessa frase da Marina, é? É destrutivo, é provocador. Como muitas das generalizações que ela propõe. Não tenho nenhum complexo de superioridade, mas percebo sim a USP rodeada de inveja e de competitividade. Mas essa discussão não tem nenhuma relação com as denúncias da Marina. E nem com o meu comentário anterior.
    Vejo uma contradição sim, confirma presença num evento de outra instituição que se fosse realizado nos mesmo moldes na instituição dela, ela estaria demonizando.

  66. Acho que vocês estão falando demais e avançando muito pouco nessa questão.
    Pra mim, só existem duas razões para Renata adotar esse ponto de vista. Ou ela não é Renata, e sim “Renato”, um homem que já participou dessas festas, aproveitou, aprontou, relaxou, gozou e gostou, ou ela foi pra festa pra isso mesmo, beber, se esbaldar, trepar, transar, se acabar, dar muito.
    Não existem outros motivos além desses, a não ser que ela seja feia demais e ninguém tenha se animado.

  67. Carolina, não que eu apóie o que acontece nessas festas, mas se as meninas sabem que vão correr esse risco se forem a essas festas, se existe uma grande possibilidade de ela ser abusada ou estuprada, porque ir?
    Quer se divertir? Procure fazer isso de forma segura.
    Estou de acordo com todos que condenam o que acontece nessas festas com as meninas, mas se não quer tomar banho, fique longe da água, se não quer cair num buraco, fique longe da sua borda.
    Parece aquela história que os pais não cansam de repetir para os filhos:
    – Não vão por ali porque é perigoso. Pode acontecer isso, isso e isso.
    Os filhos, teimosos como eles só, vão pelo caminho contra-indicado e se arrebentam. E aí? A única coisa que os pais podem fazer ne ssa hora é falar:
    – Eu avisei…

  68. Você é genial, Maria Líbia. Por que ninguém te descobriu ainda?
    Adorei seu ponto de vista retrô, querendo voltar aos tempos medievais.

  69. Nada justifica a violência sexual ou qualquer outro tipo de violência. Tem que haver punição exemplar para o caso desses estupradores da Medicina da USP. E se existem casos semelhantes em outras faculdades espalhadas por esse país, o que infelizmente devem ocorrer, que aproveitem o momento, e sejam denunciados, apurados, e igualmente punidos. Tem que acabar com esse corporativismo nocivo e nojento que acoberta marginais de jaleco branco.

  70. Estuda medicina vc? vai ser desses que ficam putos por ter que fazer um plantão na sexta ou no sábado? E descarregam a revolta nos pacientes? Faz medicina porque? Tradição de família ou acha que da status?
    Tem que trazer médicos de fora SIM, muitos Porque será que se diz em “humanizar a medicina” ? Claro, também, um único medico , quando tem medico né, tem atender centenas de pessoas é no minimo complicado. Agora também não precisa ser médico se muitas vezes eles nem olham na cara do paciente, passam a receita que nem um robô, cá pra nós deveria ter curso técnico-medico , sim um técnico em medicina que fizesse só esse servicinho que vcs odeiam fazer, e tem até uma certa razão, assim aliviaria a stressinho mimado de vcs .

  71. Certamente é dela e ela faz oque ela quiser até porque ela tem esse poder, acho que não tem quem não concorde com isso.
    É mulher? levante a mão na rua e grita “quem quer me comer”? Até avião la do céu vai cair né . Então parece que tem aí uma diferença básica e brutal entre homens e mulheres pra terror das feministas (sabia que os efeitos do álcool em homens é diferente também?). Porém no mundo existe uma batalha de desejos inclusive vc pode estar perto desses escrotos e não saber , eles também tem desejo alguns são capazes de qualquer coisa, então é bom ter um pouco de cuidado. Nós temos uma história de milhares de anos, e dizem que somos racionais, não, somos parcialmente racionais, bem parcialmente, se sexo fosse racional todos fariam na rua na hora o almoço. E Se as meninas estivessem tão saidinhas e ‘galinhas’ como dizem eu mesmo “comeria” umas oito por dia, mas não elas não estão, elas escolhem, é o trabalho de seleção da fêmea .
    Mas como parcialmente racionais (pela evolução) e com certa inteligencia os machos tiveram a ideia de que se eles tem vontade não necessariamente a fêmea precisa consentir ,em especial se ela pertencer a tribo inimiga , e isso se aplica também a invasão de países e terras alheias, e a roubos e tal, mas acho que nada disso a acontece hoje ainda…haha. Nessas épocas, não muito distantes (e nas guerras atuais) se uma fêmea virasse a esquina e um membro da outra tribo a vice era estupro na certa, não tem policia nem presidio nem nada, fica fácil. E essa ‘brutalidade’ esta enraizada até nas próprias fêmeas já que muitas veem esse comportamento de “atitude” em um homem como virilidade e muitas tem a fantasia de ser pega a força, porque na caverna era assim, a ainda carregamos traços disso, claro que boa noite cinderela é golpe baixo.
    Aí então, as fêmeas bem rapidinho perceberam a necessidade de se juntar a uma tribo e a um único macho de preferencia, , não apenas por segurança própria mas para as ‘crias’ dela, porque se não morriam todos e o macho e a tribo não quer cuidar dos filhos com genética da tribo inimiga ou de qualquer outro, por isso eles valoriza fêmeas fieis pra procriar (a sim, o prazer do sexo é só um artificio pra incentivar a procriação viu e pra ser feito bem feito e com prazer, mas não foi feito exclusivamente pra baladas de medicina) e até hoje é assim, elas procuram a famosa ‘segurança’ , e em especial a financeira (alimentar a cria) e quando não acham a financeira ou status procuram a força física ou ‘malandragem’ porque isso é pode ser bom pros filhos sobreviverem.
    Então nas épocas mais avançadas quando foi criado o comercio algumas mulheres empreendedoras e mais eque gostavam de experiencias variadas viram como era desejado oque elas tinham no meio das pernas, e que muitos pagariam bem por isso, aí surgiu a tão famosa profissão de utilidade publica da prostituição, elas viram que oque elas faziam por escolha e que lhes dava prazer podia dar lucro também e salvar como existe até hj homens de serem virgens por resto da vida. Inclusive, uma teoria minha tá, a homossexualidade pode ter surgido pelo fato de que apenas alguns poucos machos eram os ‘escolhidos’, sobrando um resto de pobres almas que nunca poderiam ter sua femeal . Mas pensando bem acho que vou malhar pra trabalhar num clube das mulheres pra ser ‘usado’ poe elas.

  72. Bom Livia, eu não me referi apenas a ginecologistas.
    Não conhecia a palavra ‘gineco’, uhm parece que vc é da área né. Então recomenda pro povo aí uma médica bem gostosa que examina pênis bem a fundo para eles irem se consultar varias vezes na semana igualzinho oque sujere esses post no facebook e whatsup que vc e suas amigas curtem de montão , afinal o pênis é deles eles distribuem pra quem eles quiserem assim como parece que vc gosta de fazer com os “gineco”.

  73. Renata,

    Temos pontos de vista diferentes.

    Sobre a postura da Marina, pelo que eu entendi, ela exige ambientes saudaveis e seguros para mulheres, seja na escola dela ou nas demais. A exigência dela é que as mulheres tenham o mesmo acesso a todas as atividades da escola, incluindo festas, com segurança. Além disso, ela luta pela mudança de atitude e puniçoes para os abusos que ela alega ocorrerem. Portanto, nao enxergo contradiçao alguma em uma jovem, tocada por idéias feministas, querer sim ir a festas, tanto na escola dela como em outras. Seria contraditorio caso ela nao quisesse acesso seguro as festas.

    Sobre o nosso atraso: nisso concordamos. Você pode buscar o comentario que eu fiz acima, onde digo que esse comportamento nao é de forma alguma exclusidade da FMUSP, ou da USP, ou mesmo do Brasil. Abusos sexuais e morais ocorrem mundo afora: é como lidamos com eles que varia. Eh comum em escolas americanas palestras obrigatorias para os calouros sobre “date-rape”. Nao significa que essas turmas se verao livres disso, mas a conscientizaçao pelo menos existe. A tolerância contra abusos morais e fisicos é menos que no Brasil, sendo que os estudantes de carater questionavel promovem esses abusos em fraternidades: nao podem realiza-los em propriedade da escolas, por exemplo, na piscina do centro esportivo!

    E eu apostaria uma coisa: a FMUSP, por ser grande e ter alunos muito bem preparados chegou ao obvio: pessoas que nao toleram as praticas descritas. Essas praticas sao comuns em muitas universidades brasileiras, mas uma massa-critica de alunos criticos e com bom-senso foi atingida. Vejo isso com bons olhos, acho que se tratam de grupos “para virar a USP do avesso”, questionando valores, praticas e cultura. Pena nao poderem tocar a produçao acadêmica. Neste sentido, vejo a idéia de “virar a USP do avesso” com bons olhos e tomara que abusos semelhantes que ocorrem em outras escolas (lembra-se do rodeio de gordas da UNESP?) sejam combatidos.

    Como eu disse em um comentario acima, permanece sendo, pelo que eu saiba, exclusividade da FMUSP um quarteirão inteiro sob gerência estudantil na forma de AAAOC. Isso sim é um absurdo e precisa ser alterado por quem concedeu a administraçao do local, ou quem de fato é proprietario (municipio, estado, nao sei). Deveria ser um espaço esportivo da regiao ou das escolas de saude no entorno, onde a atlética poderia reservar quadras para os seus treinos (e nao festas noturnas infernais, etc). A forma como aquele espaço é gerido, em uma cidade tao carente de lazer é repreensivel.

    Que haja inveja da USP: com a idade isso passa. Quando estamos vivendo a vida universidade, parece que soh existe isso no mundo. Mas depois descobre-se que nao. Trata-se da escola de maior visibilidade da regiao, portanto “inveja” é reflexo. Mas aposto que depois de visitar por um ano uma top americana, você viu que a sua formaçao nao é tao inferior a deles. O mesmo é verdade para quem estuda na UNICAMP, na UFMG em relaçao a USP.

  74. Como alguns sugerem aqui a solução agora é as mulheres não saírem de casa??????????
    O que vocês não percebem é que é na USP, é no metrô, é na rua voltando do trabalho, da faculdade ou da balada – QUE SEJA, é na própria balada.
    Ainda que a mulher esteja nua, isso não dá o DIREITO de um babaca pseudo universitário fazer nada contra a vontade dela.
    Sabe o que é pior?
    Esses babacas podem ser nossos médicos, pediatra dos nossos filhos, nossos colegas de trabalho no futuro e JAMAIS saberemos disso.
    Se acontece no ambiente corporativo, a mulher é ameaçada e demitida.
    Se acontece na USP o playboy ofendido quer processar?
    Me poupe! Cadeia pra esses marginais que em nada diferem de tanto outros marginais por ai.
    E essa Renata aí, sem comentários.
    Tá na hora de parar de ser Vejinha e formar sua própria opinião. Chega desse preconceito e machismo enraizado na nossa cultura.

  75. Que engraçado seria um cara andar na rua com uma soma de dinheiro enorme à vista de terceiros, ou seja, ser descuidado em relação ao bem que teoricamente tem alto valor para ele, e não querer ser assaltado por estar escrito em um PEDAÇO DE PAPEL que é crime. O mesmo acontece com a mulher que fica bêbada com roupas curtas em um lugar com desconhecidos, “dando mole”, contando que não topará com alguém imoral porque a lei diz que não é direito dela ser estuprada… É questão de lógica – coisa que feministas parecem ter jogado no lixo para substituir pelo argumento falacioso e sensacionalista.

  76. Que mania é essa de dizer que a Renata é um homem? Vcs tem certeza mesmo q uma mulher não pode ter essa opinião ou que todos os homens diriam isso? Isso se chama pré-conceito

  77. HAHAHA!! A pessoa tem a ideia de que o sonho de todo ser humano é estudar na USP. E resume um problema extremamente sério em apenas “recalque”. Palmas pra ela.

  78. Vítima é vítima e pronto. Ou então ninguém mais vai viver. Não coloque seu dinheiro no banco, voce sabe da possibilidade dele falir. Não confie na poupança, voce sabe que seu dinheiro pode ser confiscado. Não coma ou beba nada, voce sabe da possibilidade de estar contaminado. E por fim, não torça para o Palmeiras, voce sabe da possibilidade dele ser rebaixado.

  79. Sempre fui da opinião que existe gente do bem e do mal…profissionais e estudantes bons e ruins…defender esses babacas que se escondem atras de universidades e trotes para fazer o que não podem fazer no dia a dia livremente é muita babaquice!!!! Fiz duas faculdades que possuiam trotes, sabia que havia esse tipo de coisa nas festas e quando via que o bicho ia pegar saia fora. Gosto de beber mas sempre me mantive alerta…preferia não ir justamente por medo, no entanto de forma alguma eu creio que todas vão lá para transar, sim muitas vão, porém se vestir com roupa curta ou decotada e ficar bebada é cartão verde para ser estuprada????! Pelo amor de Deus uma foi violentada por um cara terceirizado!! Voces engraçadinhos como a Renata, e esse Eduardo…estudantes e defensores da USP, logico, defender o errado é pactuar com o crime…vao dizer que é fake, que é estrelismo, etc.mas defender quem foi brutalizado nada não é? O engraçado é que não esta se denunciando somente abuso sexual, mas racismo, humilhações, etc. Provavelmente devem achar isso tudo normal. …Olha gente, sabe porque hoje existem tantas denuncias contra medicos que abusam de pacientes, violam direitos e cometem erros medicos? …é exatamente porque no periodo da faculdade essas criaturas não foram domesticadas, isso mesmo, entraram como criaturas, viraram animais e continuaram a praticar tudo quanto é tipo de crime e foram incentivados e protegidos por colegas e pela instituição….esses futuros “medicos” são os futuros Roger Abdelmassih da vida….pensem nisso, e pensem tambem que sua filha ou irma amanha pode estar nessa situação e hoje se voce defende essa escoria e criticam as vitimas, não poderão nunca condenar alguem se alguma ente querido se vir na mesma situação. Lembrando que a instituição que abafa tem a mesma responsabilidade.

  80. Não foi o que eu disse querida, foi você quem disse.
    Discordo.. Não é de todos, mas deve ser o seu, para você se expressar assim !

  81. Quem está se fazendo de santa aqui é você, Franciele.. Ridícula!
    Quem você pensa que é para falar “estudantes tomem vergonha na cara”
    Tenha vergonha você.
    De culpar um grupo por um comportamento que foi individual. Isso é preconceito meu bem.
    Não sou culpada por nenhum acontecimento.
    Sou RESPONSÁVEL e não CULPADA, pelos meu atos.
    Tenha vergonha você e pare de se fazer de santa você que fica falando em culpado e condenando as pessoas.
    É com chamar de culpado um pai pelo seu filho violento ou assassino

  82. Para mim sinceramente é uma alívio ler o que você escreve. Podemos não concordar, mas so de ler que você sabe escrever e apresentar seus argumentos de maneira bastante inteligente, é um grande grande alívio mesmo. Um oásis aqui.
    Eu devo confessar que tenho o grande viés de conhecer os envolvidos, então minha opinião nesses casos é fortemente influenciada por isso. Não consigo encarar bem os argumentos dos acusantes, pois conheço extensamente seus passados, suas posturas e as circunstâncias.

  83. Essa em particular sim. Não acredito ser vítima. E se expõe demais da conta.
    Vítima de estupro é uma pessoa traumatizada, que tem dificuldade de falar do evento. Quer ajuda profissional psiquiátrica, e não falar com repórter/jornalista. Vítima de estupro não retorna ao local do crime e se expõe da mesma maneira.
    Ficou alcoolizada foi estuprada uma vez, e voltou ao mesmo local se alcoolizar de novo? Vocês não conhecem a “vítima” . Não sabem que ela diz ter sido violentada também na primeira semana de aula.

  84. Quem ter que se domesticada é você Helena, que é uma anta. Estudantes têm que ser educados. Criminosos têm que ser punidos.
    E essa farsante que é a Marina, que diz ter sido estuprada duas vezes tem que ser desmascarada.
    Afinal de contas, quem seria abusada num local sobre efeito de bebida alcoólica e voltaria no mesmo local para abusar novamente de bebida alcoólica. Se tem um comportamento que uma pessoa estuprada adquire é o evitativo, assim como em diversas outras situações em que há um stress muito importante. Isso eu aprendi me educando e indo nas aulas quando era aluna. Diferente dessa garota cuja presença em aulas é muito infrequente.
    O discurso dessa garota a ALESP é incoerente. Na primeira situação que ela descreve um estupro ela disse ter sido empurrada de um ambiente para o outro na atlética, mas para quem conhece os referidos ambientes, sabemos que a distância entre eles É ENORME!!! Só se ela foi derrubada e arrastada de um local para outro.. Ou se diferente do que ela alega.. Caminhou por livre e espontânea vontade com o aluno que ela acompanhava. Aqui ela só fala de um caso… Vocês não sabem que ela alega ter sido violentada duas vezes.

  85. Eu nao li todos os comentarios por aqui para julga-los, mas obrigado pelo elogio.

    Enfim, em poucas palavras, a unica critica pontual que eu tenho sobre a FMUSP é a gestao do clube (o espaço fisico) da atlética, cujo amadorismo jah acarretou em uma tragédia em 1999. Os atos comuns a “fraternidades” nos EUA sao, em boa parte (nao 100%, pois show e caoc nao sao flor que se cheire) praticados dentro do clube. Os proprios membros da atlética, genuinamente interessados em esportes, ganhariam muito com um clube bem administrado, com boas quadras, um bom campo de futebol, academia, etc. O estado atual daquele clube é péssimo.

    De resto, o que ocorre na USP também existe nas demais escolas e nao ha motivo algum para apontar o dedo apenas para este curso.

  86. Eu não sou estudante da USP senhorita . O que eu defendo é que existe diferenças brutais entre homens e mulheres para o terror das mulheres que queriam ser homens. E não defendo ninguém nesse caso também, ninguém quer que isso aconteça com um familiar mas como disse já fui a muita balada por aí e nunca vi ou ouvi falar nesses casos, acho que essas festas aí da medicina são diferentes mesmo. E defendo que uma menina que sofreu esse abuso tome o minimo de cuidado da segunda vez (oque parece que não aconteceu) . Claro que mesmo que uma mulher esteja nua ninguém tem o direito de estupra-la ou se aproveitar , mas também ninguém tem o direito de roubar seu carro, sua bolsa, invadir sua casa, seu país , suas terra etc, mesmo assim ninguém deixa os carros abertos com dinheiro no painel ou deixa suas casas de portas abertas a noite toda simplesmente porque existem ladrões e eles agem mesmo não tendo o direito de fazer isso e as pessoas sabem disso, tem até governante que faz isso, assim como existem aproveitadores e estupradores e e festas pra se ‘divertir’.

  87. Ora, eu defendo isso também,se as mulheres precisam evitar os homens por eles serem potenciais estupradores, acho que os homens também deveriam tomar cuidado com as mulheres para não serem castrados.

  88. Segundo você, todo homem é um estuprador em potencial.

  89. Não te disse o meu julgamento (e logicamente eu tenho um). E não disse que não julguei. Disse que não acusei. Acho que você não sabe mesmo ler. Não seja hipocrita, julgamos o tempo todo. Você também. O que fazemos é ponderar isso, Ou o que deveriamos fazer.

  90. Pra chegar na acusação antes é necessário julgar, então penso que você não sabe interpretar.
    Não adianta, essa discussão não levará a nada mesmo. Como já disse e repito, o que realmente me entristece é ver uma mulher propagando esse tipo de pensamento.

    Espero que você seja homem.

    Abraços 🙂

  91. Parabéns!! Curti seu comentário!! Difícil, hoje em dia, homens como você!!

  92. Imagina se um desses “médicos” pega uma paciente, adolescente e desacordada em um hospital… o que não fará com ela hein???

  93. Vocês sabem muito bem que todo corpo docente da USP e os cargos de poder são formados por Judeus e mesmo assim ainda dizem não saber o motivo pelo qual “as denúncias são silenciadas”.

    Até parece.. só não encherga quem não quer.

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