ZAP! Slam: A primeira batalha de poesia do Brasil

Criado em 2008 por Roberta Estrela D’Alva, o Zona Autônoma da Palavra foi inspirado em um movimento norte americano e a ideia se espalhou por 50 cantos do país

Em 2008, depois de uma viagem aos Estados Unidos, Roberta Estrela D’Alva criou o Zona Autônoma da Palavra, o primeiro slam do Brasil. Hoje a ideia se replicou e já são cerca de 50 espalhados pelo país.

Você pode não saber o que é um slam, mas há muitas chances de já ter visto algum vídeo na internet onde um poeta interpreta sua poesia, com gestos e em voz alta, quase sempre tratando de temas urbanos, de luta e resistência, sendo, em seguida, aplaudido por um grande público e avaliado através de notas de 0 a 10. Se alguma lembrança veio em mente, pronto, você sabe o que é um slam.

Se as batalhas de poesias vem fidelizando amantes da poesia pelo centro e nas periferias da cidade de São Paulo, nas redes sociais a modalidade vem se espalhando em velocidades absurdas e há vídeos de diferentes poetas que já passaram das centenas de milhares de visualização, alguns já batem o milhão.

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Mas por trás de todo o movimento há um nome, no mínimo, muito importante para que as batalhas de poesias faladas tenham o alcance atual: Roberta Estrela D’Alva. Além de atriz, poetisa, música e apresentadora do programa Manos e Minas, na Tv Cultura, Estrela D’Alva também divide seu tempo como mestre de cerimônias e organizadora do ZAP! Slam, a primeira batalha de poesias do Brasil.

Roberta conheceu a modalidade através de vídeos, mas foi durante uma viagem aos Estados Unidos, há quase dez anos, em que ela se aprofundou no tema. Ao voltar, sentindo a falta de um movimento como o que acabara de conhecer, decidiu criar o ZAP! Slam.

Desde 2008 em atividade, o ZAP!, que significa Zona Autônoma da Palavra, acontece toda segunda quinta-feira de cada mês, em locais variados, sendo que a primeira edição de 2017 ocorreu no SP Escola de Teatro, na Praça Roosevelt, região central da cidade.

O evento foi pioneiro no ramo aqui no Brasil, mas sua origem impulsionou o nascimento de diversos outros slams pela cidade, pelo estado e, cada vez mais, por todo o país, como o Slam da Guilhermina, o segundo do país, sob a batuta de Emerson Alcade e realizado em uma praça pública, ao lado da estação Guilhermina-Esperança, zona leste de São Paulo. Conheça também o Slam da Resistência.

Essa galera toda se une no fim do ano, quando acontece o Slam BR, o campeonato nacional da modalidade. Em 2016, foram mais de 30 representantes de diferentes batalhas pelo Brasil, ainda que a maioria seja da região metropolitana de São Paulo. Neste ano, a expectativa é de que o número de slams representados ultrapasse a casa dos 50 e etapas regionais devem ser realizadas antes do combate nacional.

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